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Caso do bebê morto após ataque de pitbull tem reviravolta e pais entram na mira da polícia

Polícia investiga se bebê já estava morto antes de ser atacado

A Polícia Civil de São Paulo intensificou as investigações sobre a morte de um bebê de 11 meses que foi atacado por um cachorro da raça pitbull no quintal da casa onde morava com a mãe e o padrasto, na Estrada Luiz Corozolla, no bairro Nogueiras, em Socorro.

Entenda o Caso

O ataque ocorreu na tarde de domingo, 1º de fevereiro. Câmeras de segurança de uma residência vizinha registraram o momento em que o pitbull surpreende o bebê, que estava sentado em uma pequena cadeira no quintal, e o arrasta pelo chão.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas constatou que a criança já havia falecido quando a equipe chegou ao local. O bebê foi levado ao Hospital Municipal de Socorro, onde médicos confirmaram a morte.

Indícios que Ampliam a Investigação

Segundo o boletim de ocorrência e depoimentos policiais a médica que atendeu a criança observou sinais de possíveis maus-tratos anteriores no corpo do bebê, o que ampliou a linha de apuração para além do ataque do animal.

A residência foi descrita como insalubre, com acúmulo de sujeira e presença de ratos, conforme relato de equipes policiais e Guarda Municipal.

Testemunhas relataram que a mãe seria usuária de drogas, informação que agora é parte das diligências da polícia. O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita, mas o registro foi alterado para enquadramentos que incluem homicídio culposo, omissão de cautela na guarda/condução do animal e maus-tratos contra a criança.

O pitbull pertence ao padrasto da criança e permanecia solto no quintal, segundo a polícia.
O padrasto relatou que tentou conter o ataque desferindo um golpe superficial de faca no cão, que acabou não sendo suficiente para impedir o ataque.

Após o ocorrido, o animal foi recolhido e está sob a guarda do canil da Guarda Municipal, com previsão de encaminhamento a uma organização de proteção animal.

Andamento da Investigação

Até o momento, nenhuma prisão foi realizada, e as autoridades continuam ouvindo testemunhas e coletando provas para esclarecer se a criança já estava morta antes do ataque ou se o episódio foi consequência de negligência combinada com condições inadequadas de criação e guarda do animal.

O inquérito segue em andamento na Delegacia de Polícia Civil de Socorro.

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