Um caso que vem repercutindo nas redes sociais reacendeu o debate sobre os avanços da medicina regenerativa no Brasil. Um jovem de 24 anos, que ficou tetraplégico após um acidente em uma cachoeira, apresentou recuperação parcial dos movimentos e da sensibilidade poucos dias após receber um tratamento experimental com a substância chamada Polilaminina.
De acordo com as informações divulgadas, o paciente sofreu uma lesão medular completa na altura da vértebra C4 após um mergulho. A aplicação da substância ocorreu no dia 7 de janeiro, dentro da chamada “janela de 72 horas”, período considerado crucial para intervenções em casos de trauma medular.
O que é a Polilaminina?
A Polilaminina é uma proteína sintética desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália. A substância é inspirada na laminina, proteína natural que auxilia na conexão entre neurônios.
Segundo os pesquisadores, a Polilaminina atua estimulando a regeneração e reconexão de fibras nervosas lesionadas na medula espinhal, área onde, tradicionalmente, a capacidade de regeneração é bastante limitada.
Resultados Iniciais
De acordo com o relato divulgado, cerca de 10 dias após o procedimento o jovem já conseguia levantar os braços, fazer força com as mãos e recuperou parte da sensibilidade até a região do umbigo.
O médico Mitter Mayer, citado como coordenador do grupo de trabalho no Espírito Santo, destacou que o paciente é o quinto a apresentar resultados considerados expressivos dentro do protocolo experimental.
Jovem apresenta recuperação após tratamento experimental com Polilaminina: credito/redes sociais
Tratamento Ainda é Experimental
Apesar do entusiasmo, especialistas reforçam que o tratamento ainda está em fase experimental e não representa, neste momento, uma cura definitiva para lesões medulares. A terapia segue protocolos específicos de pesquisa e precisa passar por etapas adicionais de validação científica antes de eventual aprovação regulatória.
Ainda assim, o caso representa um avanço significativo nas pesquisas brasileiras voltadas à medicina regenerativa e reacende a esperança para milhares de pessoas que vivem com sequelas de lesões na medula espinhal.
O Brasil, mais uma vez, aparece no cenário científico internacional como protagonista em pesquisas inovadoras na área da saúde.



