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Namorado de Isabelle Caracristi colocou apartamento à venda horas após a morte da jovem

João Munhoz Neto foi preso preventivamente sob suspeita na morte de Isabelle Caracristi

Novos elementos da investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, foram revelados na decisão que determinou a prisão preventiva do namorado dela, o bacharel em Direito João Munhoz Neto, de 34 anos. Segundo O Povo, o comportamento do investigado após a morte da jovem chamou a atenção das autoridades, incluindo a venda do apartamento, a retirada de malas do local onde ela foi encontrada e a remoção de uma câmera instalada na entrada do imóvel.

De acordo com a decisão, João teria deixado o apartamento poucas horas depois do óbito. Por volta de 1h30 do dia 14 de setembro, cerca de cinco horas após a morte de Isabelle, ele teria transportado malas com ajuda de outras pessoas. Para o juiz responsável pela análise do caso, a movimentação indicaria uma “evidente intenção de deixar a moradia o quanto antes”. O documento também registra que o imóvel teria sido colocado à venda, informação contestada pela defesa.

Outro ponto destacado pela Justiça foi a comunicação à família da vítima. Conforme a decisão, os familiares de Isabelle não teriam sido avisados pelo namorado sobre a morte. A mãe da estudante teria descoberto o que aconteceu apenas no dia seguinte, ao comparecer ao condomínio. A defesa afirma, no entanto, que familiares de João tentaram entrar em contato com a mãe da jovem.

A investigação também encontrou indícios de que o relacionamento entre os dois era marcado por mecanismos de vigilância. Dados obtidos no celular do investigado apontariam que ele exigia acesso permanente à localização de Isabelle. Os autos mencionam ainda uma possível relação de dependência financeira e classificam esses elementos como indicativos de “controle coercitivo”.

Isabelle Caracristi foi encontrada morta em prédio: por Reprodução

Uma câmera particular instalada na porta do apartamento também passou a fazer parte da apuração. Segundo a Polícia Civil do Ceará, o equipamento foi retirado posteriormente, e os peritos buscam estabelecer quando e em quais circunstâncias isso aconteceu. A retirada do dispositivo é um dos pontos analisados pelos investigadores para reconstruir a sequência dos acontecimentos.

A morte de Isabelle havia sido inicialmente registrada como uma possível ocorrência de suicídio. Com o avanço da apuração, porém, a Polícia Civil passou a investigar a hipótese de instigação, induzimento ou auxílio ao suicídio com eventual participação de João. A decisão judicial afirma que o investigado teria “envolvimento direto” no caso, conforme os elementos reunidos no inquérito.

A defesa nega as acusações e considera a prisão preventiva “midiática”. Os advogados também sustentam que João não estava no apartamento no momento da morte e rejeitam a informação de que o imóvel estivesse à venda. O caso continua sendo investigado pelas autoridades cearenses, que buscam esclarecer as circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade do namorado.

Fonte: Correios

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