Feminicídio atinge o maior número da história no Brasil em 2025

O Brasil atingiu um patamar alarmante de violência de gênero em 2025, com o maior número de casos de feminicídio já registrados desde o início da série histórica. Segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública:
Foram contabilizados 1.470 casos de feminicídio ao longo de 2025, superando o recorde anterior, de 2024. Isso representa uma média de aproximadamente 4 mulheres assassinadas por dia no país.
A taxa nacional ficou em 0,69 feminicídio por 100 mil habitantes, mantendo-se em patamar elevado e estável em relação aos anos anteriores.
Esses números revelam que, mesmo com políticas públicas e leis mais rígidas contra a violência de gênero, o problema continua crescendo ou se mantendo em níveis altos no Brasil.
Desde que o feminicídio foi tipificado como crime no Brasil, em março de 2015, Lei nº13.104/2015 (Art. 121, § 2º, VI do Código Penal) há um histórico de crescimento desse tipo de violência:
Em uma década, o país registrou mais de 11,8 mil vítimas de feminicídio.
O número absoluto de casos anuais passou de cerca de 535 em 2015 para mais de 1.400 por ano nos últimos anos.
A crescente linha de casos mostra que o Brasil ainda enfrenta desafios profundos no enfrentamento da violência baseada no gênero.
Regiões e estados mais afetados
Os números de 2025 também mostram concentração dos casos em estados mais populosos:
São Paulo liderou o ranking com 233 casos em 2025.
Outros estados com altos números absolutos foram Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104).
No estado da Bahia, foram registrados 103 casos, mantendo-o entre os maiores índices nacionais, apesar de pequena queda em relação ao ano anterior.
Esses dados revelam que grandes centros urbanos concentram uma parte significativa dos crimes, geralmente relacionados a contextos de violência doméstica e familiar.
O que é feminicídio?
Feminicídio é o homicídio de uma mulher motivado por desigualdade de gênero, incluindo situações:
- Violência doméstica e familiar.
- Contextos de misoginia ou desprezo ao gênero feminino.
- Quando a vítima é morta por ser mulher, em contextos de relacionamento íntimo ou discriminação.
Este tipo de crime tem agravantes legais específicos no Brasil desde 2015, o que significa também maior rigor nas penas quando comprovada a motivação por gênero.
A persistência desses números mostra que:
- Ainda há falhas significativas na prevenção e proteção das mulheres.
- A violência muitas vezes ocorre em ambiente familiar, entre parceiros ou ex-parceiros dificultando a ação antecipada.
- Apesar de campanhas públicas, há dificuldade em garantir medidas protetivas eficazes e acompanhamento contínuo das vítimas.
Números também refletem algo além das estatísticas
Os dados indicam que o problema do feminicídio no Brasil está estruturalmente ligado à desigualdade de gênero, à cultura de violência contra mulheres e à relação de poder desigual entre homens e mulheres.
Especialistas destacam que políticas somente punitivas não são suficientes: é preciso fortalecer programas de educação, rede de apoio às vítimas, delegacias especializadas e mecanismos mais eficazes de denúncia e proteção.
O Brasil viveu, em 2025, momentos críticos no que diz respeito à violência letal contra mulheres:
O número de feminicídios atingiu recorde, com 1.470 casos.
A média de mortes por dia é de quatro mulheres assassinadas por motivos de gênero.
Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentram grande parte dos casos.
Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações integradas de prevenção, proteção, educação e apoio às mulheres para mudar esse cenário doloroso.
A apresentadora Elisa Veeck tem fala muito necessária sobre os dados alarmantes.
Confira o vídeo:
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