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Noticia boa: 14 cidades do ES estão há 10 anos sem feminicídios; veja onde crime não acontece há mais de 500 dias

No estado, 39 municípios estão há mais de 547 dias sem registrar feminicídios. Vitória e Fundão, da Região Metropolitana, e Linhares e Aracruz também entram na lista.

Violência contra mulher — Foto: Arquivo Pessoal

Quase 70% das cidades do Espírito Santo estão há mais de 500 dias sem registrar feminicídios — são 53 municípios de um total de 78. Dessas, 14 não têm ocorrências há pelo menos uma década, desde quando começou a tipificação desse crime.

Os dados são do Mapa da Paz do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

 O feminicídio é o assassinato de mulheres por razão de gênero — ou seja, quando a mulher é morta apenas por ser mulher. Ele passou a ser considerado crime no Brasil no dia 9 de março de 2015, quando foi sancionada a Lei 13.104/2015.

Municípios sem feminicídios no ES:

Além desses municípios, outros 39 estão há mais de 547 dias sem ocorrências do crime. Chamam atenção as cidades de Vila Pavão e Vargem Alta, que estão há mais de 3 mil dias sem feminicídios. A primeira, passa dos nove anos sem registros do crime; a segunda, pouco mais de oito anos.

Vitória e Fundão, da Região Metropolitana, também entram na lista. A Capital do Estado completou 600 dias sem feminicídios nesta quinta-feira (29), enquanto a cidade vizinha soma 613.

No Norte do estado, se destacam Linhares (567 dias sem feminicídios) e Aracruz (557). Já no Sul capixaba, Castelo e Guaçuí não registram o crime há 598 e 1.554 dias, respectivamente.

Municípios há mais de 600 dias:

Redução de feminicídios no estado

Apesar de 2025 ter sido um ano brutal para as mulheres brasileiras — no ano passado, o número de feminicídios no país bateu recorde, no Espírito Santo houve uma redução de quase 15% nas ocorrências em comparação com o ano de 2024. Foram 34 ante 39 registros.

Segundo a delegada gerente de Proteção à Mulher da Sesp, Michelle Meira, a queda no número de feminicídios no Estado é reflexo de investimentos feitos para proteger e acolher as vítimas.

“A gente tem a Patrulha Maria da Penha, que de 2023 a 2025 dobrou a capacidade de visitas realizadas. O projeto Homem que é Homem, da Polícia Civil, também está avançando pelo interior do Estado, são 28 municípios.”

O projeto Homem que é Homem promove a reflexão e responsabilização de homens autores de violência contra a mulher e busca contribuir para a redução do índice de reincidência dos crimes. Já as visitas feitas pela Patrulha Maria da Penha passaram de 10.630, em 2023, para 18.446, em 2025.

Além disso, 16 das 18 delegacias regionais do Espírito Santo contam com as “Salas Marias”, voltadas para o acolhimento de mulheres vítimas de violência. No espaço, a mulher é ouvida por chamada de vídeo, pelos Delegados do Teleflagrante, e, se necessário, são encaminhadas para outros serviços.

A Assistente Social da Polícia Civil do Espírito Santo, Renata Leal Santana, disse que o objetivo da ação é contribuir para a inserção das vítimas na rede estadual de proteção à mulher:

“É para que elas recebam tanto o apoio psicológico necessário quanto o acesso às demais políticas públicas: de saúde, educação, assistência, habitação… para que, de fato, elas tenham os meios necessários para romper com o ciclo de violência.”

Sala Marias em Delegacia Regional da Polícia Civil do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Fonte: G1 Noticias

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